terça-feira, 21 de abril de 2009

Teu amor

Se não estivesse ancorado em teu porto
Sairia voando pela janela
À procura do amor e do desejo
Que encontrei em todo teu corpo

Mais uma vez

Um nó na garganta
Uma lagrima presa
O coração disparado
Me deixa
Me deixa deliciar com os olhos
Empestiados de tédio
Mais uma vez
Aquela pele morena
Modelada na cama
A minha espera
Não quero mais
Chorar sofrer
Por favor vá embora

Você cansou de sofrer

Eu sei você cansou de sofrer
Eu sei vivo os dias pra esquecer
E o tempo não vai dizer sim

Eu sei que esta nos braços de outro alguém
Eu sei e espero que esteja bem
E o tempo só vai levar de mim

Tudo que construí
Tudo que eu amei
Tudo que vi
Tudo que eu sei

Eu sei tudo de ruim que eu fiz
Eu sei e espero me redimir
E o tempo não vai dizer sim

Eu sei do meu amor por você
Eu sei que um dia seu perdão vou ter
E o tempo não vai levar de mim

O tempo que vi
O tempo que amei
O tempo que senti
O tempo que esperei

Avessos

Amor e ódio
Lucidez e insanidade
Genialidade e loucura
Doce e amargo
Rapidez e lentidão
Altos e baixos
Alegrias e tristezas
Elogios e ofensas
São avessos que forjei
Em uma relação pra lá de sórdida.

Quero você

Por vários décimos de um segundo
Pelos sessenta segundos de um minuto
Pelos sessenta minutos de uma hora
Vinte quatro horas do dia
Todos os dias da semana
Todas as semanas do mês
Todos os meses do ano
Todos os anos
Que ainda hei de viver

Quando me deito

Ei! Sinto tua falta de verdade.
Sabe que não vivo sem o teu cheiro
Quero saber
Como dormiu ontem?
Minha cama estava fria
Ardendo solidão
Faltava você

Sabe que te quero bem junto
Se chove, se venta,
Calor ou frio
Teu corpo exala perfume
Que aquece a chama da vida adormecida
Em meu coração

És tudo de mais belo que tenho
És rica por natureza
Quando me deito
Penso em você
Tens o que qualquer um quer
Mas o que eu quero
Sabe esconde-lo bem de mim

Talvez por isso te deseje
Por quantos caminhos diferentes já passou?
É a vida de novo brincando de machucar
Ou escrevendo mais uma história de amor?

Par de um só

Lindo amor que não cabe em meu coração
É tão imenso que não o sustento
És expelido pelos orifícios do prazer
Condicionando desejos ardentes
Inspirando emoções que nunca pensei sentir

Tais emoções crucificadas pela sociedade
Impiedosa, imponente, poderosa.
Suas línguas possuídas
Seu senso desigual
Porque meu amor não pode ser igual?

Amor este que traz
Opressão, angústia, insatisfação.
Me fez desistir de amigos
Ver meus pais serem inimigos
Me fez parecer ridículo

Estamos isolados
Pois somos, o que não podemos ser.
Temos que nos esconder
Não pode estar aqui ou ali
E pode ser eu ou você

Cuida de ti

Se abdicar de uma defesa
É sentenciar tua culpa!
Desafiar a destreza
É cavar tua própria cova

Mentir em prol do amor
É maltratar si mesmo
Pois sequer devemos quebrar
O prazer do livre arbítrio

Testar-me com teus jogos
É perder o controle de si
Apenas puxa minha atenção
Para desprezar suas infantilidades

Como mulher que tu és
Trata-me como homem que sou
Para ser desejada, amada.
Não para ser desprezada

Apenas um fragmento

Mesmo quando choro por dentro
Não transcende minha face
A tristeza não passa de mera fraqueza
E evito que ela possa ser usada contra mim
Calejar o espírito, ser surrado em silencio.
E ainda sim
Serei livre pra sorrir

Aqui jaz um poema

Meus poemas, não parei de escrever.
São sentimentos bons por sinal
Deveras crer, jaz despercebido.
Mas tem uma eterna valia para eu e você

Projétil indefinido

De arma na mão
Polícia, safado, alemão.
Quando era pra proteger
Te chuta a canela, te joga no chão.

De ouvido ligado
Com olho vermelho e arregalado
“Tira onda” no morro
Você quer morrer em pé ou sentado?

Muito bem mal no centro
Fica a cabeça de bacalhau
Ninguém ouviu falar
Se toma tiro é mais um e “tchau”.

Sem rumo algum
Um homem infelizmente decidido
Acerta um pai de família
É só mais um projétil indefinido

Pequena princesa

Uma princesinha de dezessete anos
Virgem e apaixonada por um cara de vinte oito
E este comprometido
Mas pouco importa
Insisto no vácuo
E sempre espero na janela à hora que ele vai passar
Só pra sorrir
E ver ele de volta me olhar

Amores, vinhos e músicas

Quando te ouvi pela primeira vez
Senti um aperto no fundo do peito
A solidão que habitava meu ser era demais
Amigos, uma festa, tudo corria bem.
Como sempre, havia sim um grande amor.
Quisera o destino esse amor ser platônico,
Como todos aos 16 anos de idade.
A amargura desta época era gostosa
Dedicava horas no escuro, sozinho, para entender-me.
Partilhava as músicas comigo mesmo.
Chorava quieto
Ria sozinho
As noites no vagão.
Ah vagão
Tantas saudades
Ah Black
Você traz tanta tristeza
Mas também
Relembra um amor que sofri calado

Tuas palavras me confortam

A janela quadriculada
E o desconforto dos sonhos
Paira a névoa cinza e fria
Várias luas incandescentes
De madrugada acordei
Pensando em você
Vieram lembranças
De um dia em que fui feliz

Baby, will he stay by your side?
My little baby, i love you forever.
Baby, my hearth has gone to pieces
My little baby i can feel you

Várias noites sem dormir
Pesadelos me açoitam
Um calor insuportável
Mal da pra respirar
É tanta solidão
Minha mente desespera
Meu corpo se esfola
Num ritual de auto flagelo

Baby, will he stay by your side?
My little baby, i love you forever
Baby, my mind has gone to pieces
My little baby, it is above me

Make me feel you
Make me real for you
Make me feel you
Make me happy again

Fome com criatividade

A criatividade aguça quando se está com fome
O cérebro fica a mil
O estomago pede
Mas não há o que oferecer
Ofereço a ele a imaginação
Não é bem o que ele queria
Sinto vontade de comer aquele macarrão cru
A gastrite me mata
Olho pro pacote de aveia
Mas não há frutas para compartilhar
Estão podres, passadas e murchas.
Acho que seria seca demais somente aquela aveia.
Pergunto-me
Será que,
Se colocar o macarrão na água fria,
Vai dar certo?
Acho que não
Mas e a água do chuveiro?
Pode ser, mas vai demorar.
Procuro soluções para o problema
Eis que surge a idéia ao ver um ferro elétrico
Por que não um macarrão elétrico?
Ou bem passado?

sábado, 18 de abril de 2009

O impacto de uma atitude

Em um só movimento
Meu braço dispara na tua direção
Minhas mãos pesadas alcançam
Teu rosto macio
O impacto é forte
Tua cabeça vira
Em um gesto desagradável

Dos olhos
Que por vezes me conquistou
A primeira lágrima cai
Minha coluna queima
Minha cabeça dói
Teus joelhos esfolam no chão

Da boca
Que tanto beijei
Uma singela gota, vermelho sangue.
Por vezes arrependo
Do homem que não fui
E do monstro que me tornei

Quero ser o que não fui pra você
Quero ver que ainda és minha
Saber que em teu colo paz vou ter
Vem acariciar minha cara assassina
Alisar as marcas da solidão
Me dominar com teu jeito de menina

Me alimente

Como vampiro que sou
Suguei teu humor
Teu sorriso
Matei teu amor
Sem você para me alimentar
Morro a cada dia que avança
Degusto quem passa
Quem me faz sorrir
Quem me ama
Quem se sente feliz
Amargo é o gosto do desgosto
Dos sentimentos que morrem em vida
Da vida que morre sem os sentimentos
Do coração opaco
Da feição carrancuda
Do sorriso chorado
À espera do perdão
Que só o tempo dará
Com imensa lentidão

Ciclo

Um bom jazz
Minha respiração esquenta
Uma dose de Cavalo Branco
Rasga minha garganta abaixo
Forte são as batidas disritmadas do meu coração
Este parece querer sair do meu peito aflito
Fico com meus olhos fechados
E a única imagem que vem à mente
É desesperadora
A música invade meus ouvidos
E o ciclo retorna
Mais uma dose
Que rasga minha garganta abaixo
Acelera meu coração
Meus olhos se fecham
E a musica me invade
Mais uma vez

Flor

O que trazes esta bela flor aos meus olhos fatigados?
Por que vem arejar meu ar poluído?
Por que trazes teu perfume logo pela manhã?
Se não te rego
Trato-te como simples flor
Se não for por ego
Dou-lhe meu amor
A cada dia que nasce
De volta você vem
Dá-me toda felicidade que consigo traz
Não te sugo por mal
Só quero você meu bem
Por que teu amor, um bem, me faz.

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